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Perda auditiva congénita

O que é a perda auditiva congénita?

A perda auditiva congénita é a perda de audição desde o nascimento. Pode ser hereditária, resultante de fatores genéticos, ou estar relacionada com fatores que ocorrem durante a gravidez ou o nascimento.

Felizmente, hoje em dia, a maioria dos recém-nascidos realiza um rastreio auditivo logo após o nascimento, o que permite identificar precocemente muitos casos de perda auditiva. No entanto, durante anos, muitas pessoas nasceram com perda auditiva que não foi detetada de imediato ou que se desenvolveu de forma muito gradual, passando muitas vezes despercebida durante a infância e até na idade adulta. Por essa razão, é importante estar atento aos sinais e realizar avaliações auditivas sempre que existam dúvidas.

Outros tipos de perda de audição

Tipos e causas da perda auditiva congénita

Existem dois tipos de perda auditiva congénita: hereditária e não hereditária. Por vezes, pode ser difícil identificar a causa exata. Estima-se que os fatores genéticos estejam na origem de mais de metade dos casos de perda auditiva congénita.

Conheça abaixo as causas mais comuns da perda auditiva congénita hereditária e não hereditária.

Perda auditiva congénita hereditária

Este tipo de perda auditiva é transmitido geneticamente pelos pais. Na verdade, muitas formas de perda auditiva congénita têm origem genética. Esta transmissão pode afetar o funcionamento dos órgãos responsáveis pela audição, fazendo com que os sintomas estejam presentes desde o nascimento ou se manifestem mais tarde ao longo da vida.

Causas mais comuns da perda auditiva hereditária:

  • Síndrome de Down
  • Síndrome de Usher
  • Síndrome de Treacher Collins
  • Síndrome de Crouzon
  • Síndrome de Alport
  • Síndrome de Waardenburg

Perda auditiva congénita não hereditária

De um modo geral, 4 em cada 5 bebés (80%) com perda auditiva têm uma causa genética, enquanto os restantes apresentam uma causa não genética ou uma combinação de vários fatores.1

Causas mais comuns da perda auditiva congénita não hereditária:

  • Infeções maternas, como rubéola/sarampo, citomegalovírus ou vírus herpes simplex
  • Prematuridade
  • Baixo peso à nascença
  • Lesões ou complicações durante o nascimento
  • Exposição a substâncias tóxicas durante a gravidez, incluindo determinados medicamentos e álcool
  • Complicações relacionadas com o fator Rh do sangue, que podem provocar icterícia
  • Diabetes materna

A importância da deteção precoce

Identificar uma perda auditiva em bebés e crianças pequenas pode ser um desafio. No entanto, detetar e acompanhar precocemente uma perda auditiva congénita é fundamental para o desenvolvimento da linguagem, a aprendizagem e o bem-estar social da criança.

Idealmente, o acompanhamento deve começar antes dos 6 meses de idade. Mesmo quando a perda auditiva congénita só é diagnosticada na idade adulta, procurar acompanhamento continua a ser importante para a comunicação e para a qualidade de vida.

Se houver suspeita de perda auditiva, é essencial que a criança seja avaliada por um profissional de saúde especializado em audiologia pediátrica.

Consequências de uma perda auditiva não tratada

Milhares de crianças com perda auditiva estão a desenvolver as suas competências de comunicação, permitindo-lhes ter as mesmas oportunidades na vida que as crianças com audição normal.

Organização Mundial da Saúde (OMS)
9.0/10 Com base em 37 587 Avaliações

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Soluções para a perda auditiva congénita

As soluções mais comuns para a perda auditiva congénita incluem:

- Aparelhos auditivos
- Implantes cocleares
- Implantes auditivos de tronco cerebral

A perda auditiva congénita tem cura?

Embora atualmente não exista uma cura para a perda auditiva congénita, a deteção e o acompanhamento precoces podem ajudar a prevenir atrasos no desenvolvimento da fala e de outras competências. Soluções como os aparelhos auditivos ajudam crianças e adultos a viver uma vida plena e com qualidade.

Soluções para a perda de audição

Solução para a perda auditiva congénita em crianças

Se houver suspeita de perda auditiva congénita, a criança deve ser avaliada por um profissional de saúde especializado em audiologia pediátrica.

Quando os aparelhos auditivos são considerados a solução mais adequada, podem ser adaptados desde muito cedo. A decisão deve ser tomada em estreita articulação com o médico, tendo em conta fatores como a idade, a personalidade e a fase de desenvolvimento da criança, o grau de perda auditiva, bem como as preferências e o orçamento dos pais.

Em muitos casos, é recomendado um aparelho auditivo retroauricular (BTE), uma vez que permite uma adaptação e ajustes mais fáceis à medida que a criança cresce.

Fontes

1. Centers for Disease Control and Prevention. (2024). A parent's guide to genetics and hearing loss. U.S. Department of Health and Human Services.

2. World Health Organization. (2016). Childhood hearing loss: Strategies for prevention and care. World Health Organization.

Audiologista com cabelo castanho liso, fundo azul
Raquel Rodrigues, Audiologista - Audika

O meu nome é Raquel Rodrigues e trabalho na Audika desde 2009 como Audioprotesista, 10 anos depois senti a necessidade de aprofundar os meus conhecimentos e decidi tirar a licenciatura em Audiologia na ESTESc Coimbra. A paixão e a minha dedicação nesta área foi surgindo ano após ano, quando percebi que na reabilitação auditiva não só devolvemos a audição às pessoas, mas sobretudo devolvemos o brilho no olhar e uma nova qualidade de vida. Também tive a sorte em ingressar numa empresa que se preocupa tanto com as pessoas como com os funcionários fazendo jus ao slogan "people first". Somos detentores da mais alta tecnologia em aparelhos auditivos e por isso sinto-me cada vez mais preparada em ajudar mais pessoas a ouvir melhor.

Cédula Profissional C-073684031, Ent. Emissora - ACSS